A qualificação pessoal e o bem servir.

Por Elbio Carlos Bock 23/07/2019 - 22:55 hs

 

Olá, hoje é 23 de julho de 2019.

 

Labutando como funcionário público já há mais de 29 anos, frequentemente deparo-me com reclamações sobre mau atendimento, não só em meu setor, mas de uma maneira geral por parte dos funcionários públicos das três esferas, ou seja, municipal, estadual e federal. Claro que muitas das vezes os reclamantes tem razão em suas queixas, pois aqueles que deveriam tratar com urbanidade não o fazem.

 

Por outro lado, é certo que tratar com o ser humano é uma arte dominada por poucos, visto que, assim como há os que não sabem tratar, há os que não fazem por merecer um bom tratamento. Isso acontece, em grande parte dos casos, devido a falta de empatia, ou seja, de colocar-se ao menos por alguns instantes no lugar do outro. Aquele que vai à busca de um serviço (e seja ele público ou privado), o vai para satisfação de alguma necessidade imediata. Cabe a quem o atende ter um mínimo de paciência em escutá-lo e boa vontade na resolução da questão.

 

Nós, funcionários públicos, especialmente, temos o dever de bem prestar o serviço para o qual nos propusemos. Para isso, inicialmente, cumprimos uma série de exigências já ao prestarmos o concurso que nos trouxe até aqui. Após isso, frequentar longos cursos de formação. Além disso, após a investidura no cargo, passamos por vários cursos de qualificação (ou pel o menos deveríamos passar) ao longo dos anos. Somam-se a esses fatores a dedicação e o interesse pessoal de cada um, que nos faz “correr atrás” de melhores condições de bem cumprir nossa missão. E nesse mister, vão-se mais alguns anos de graduação, pós graduação, especializações, trabalhos, pesquisas, estudos…. Tudo isso para dar a você, que agora está a ler estas linhas, um atendimento de excelência….

 

Lógico que estamos falando em um mundo ideal, onde o poder público nos propicia condições para tanto… O que, cá para nós pobres mortais, está longe de acontecer. Enquanto isso não ocorre, seguimos nós, funcionários públicos (ou como preferem alguns, os privilegiados) carregando uma pecha enorme de sermos a causa da crise nas esferas citadas acima.

 

Mas não desanimemos, pois o que conta, ao final, é a consciência do dever cumprido, da vida salva, da pessoa agradecida por ter recebido, senão aquilo que procurava, ao menos aquilo que merecia, um tratamento digno e respeitoso de quem se preparou para isso.

 

Elbio Carlos Bock