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Torres,30/05/2024

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O caminhão do futuro

As mudanças climáticas impõem à humanidade uma mudança radical, acabar com o uso de combustíveis fósseis urgentemente.

. Um dos grandesconsumidores desse combustível é o transporte feito por caminhões de médio egrande porte, cerca de 1,8 gigatoneladas de emissões de CO2 por ano, e ademanda por transporte de caminhões deve mais que dobrar até 2050.

Atualmente, há mais de 300 modelos de caminhões elétricos abateria e a célula de combustível disponíveis no mercado e muitos mais sãoesperados nos próximos anos. No entanto, a implantação desses veículos não ésuficiente para conter o aquecimento global de 1,5°C. Na União Europeia, apenas0,6% dos caminhões vendidos hoje são elétricos, contra 96,6% a diesel.

Hoje, o consumo global de combustíveis fósseis é de 81% dototal, o mesmo percentual de 30 anos atrás. E os maiores países consumidores,como EUA, China, Índia e Rússia, não estão se preparando para a transiçãonecessária. Os 10 países que mais se preparam respondem por apenas 2,6% dasemissões anuais globais.

A Coalizão dos Primeiros a Agir (First Movers Coalition,FMC), com mais de 90 empresas e um valor total de mercado de mais de US$ 8,5trilhões em cinco continentes, formam agora a coalizão para fortalecer omercado de tecnologias de carbono zero tornando-os comercialmente viáveis emmercados globais. Trabalham para agregar as principais indústrias de setesetores difíceis de reduzir emissões: Alumínio, Aço, Aviação, Cimento eConcreto, Transporte Marítimo, Transporte Rodoviário e Remoção de Dióxido deCarbono.

Os membros da FMC assinaram um compromisso para garantir que100% de suas compras ou contratos de novos caminhões de médio porte e 30% dospesados sejam de emissão zero até 2030. Se os atuais 15 membros cumprirem essecompromisso de transporte, espera-se que eles reduzam 0,6 milhão de toneladasde emissões de CO2 por ano até 2030. Além disso, esses compromissos e açõesajudarão a ampliar e comercializar as tecnologias que serão essenciais paradescarbonizar o setor de transporte de caminhões como um todo.

A indústria global de mineração opera cerca de 28.000caminhões de mineração de grande porte. Veja-se a Volvo, membro fundador daFMC, fechou um acordo com a Holcim para o maior pedido comercial de caminhõespesados elétricos a bateria. Até 2030, a Holcim, maior fornecedora mundial desoluções de construção, colocará para trabalhar 1.000 caminhões de emissão zeroda Volvo em suas operações, para substituir os movidos a diesel da mesma marca.

Da mesma forma, a Volvo está trabalhando com a HeidelbergMaterials para descarbonizar a construção com uma mistura de caminhõeselétricos e soluções de construção e serviços de produtividade. Até 2030, aVolvo pretende ter 50% de suas vendas de caminhões elétricas.

A PepsiCo Beverages North America investiu em uma frota deTesla Semis em Sacramento para uma mistura de entrega e viagens de até 520milhas, e também instalou quatro carregadores Tesla de 750 kW em sua instalaçãoem Sacramento para apoiar as operações. E quando veremos as indústriasbrasileiras tendo iniciativas semelhantes?

Mario Eugenio Saturno (fb.com/Mario.Eugenio.Saturno) éTecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) econgregado mariano





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