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Torres,19/07/2024

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Pesquisa confirma Jerusalém bíblica

Em 29 de abril passado, cientistas israelenses publicaram o paper "Radiocarbon chronology of Iron Age Jerusalem reveals calibration offsets and architectural developments" na revista PNAS,

Proceedings of theNational Academy of Sciences e uma entrevista deles no The Jerusalem Postexplica a importância da pesquisa científica que fizeram.

Deacordo com a Bíblia, o Reino de Israel foi reunificado com a Judeia no séculoXI a.C., sendo governado por Saul, Davi e Salomão. Então, o reino foi divididoem Israel e Judá por volta de 975 a.C., no reinado de Roboão, que governou oReino do Sul, composto pelos territórios das tribos de Judá e Benjamim. Adivisão ocorreu por causa dos altos impostos cobrados pela monarquia.

Israelconsistia em Samaria e Siquém no Norte, enquanto Judá e Jerusalém serviam comocentro religioso no Sul. Até agora, havia apenas evidências bíblicas ehistóricas, mas nenhum vestígio arqueológico indiscutível para provar acronologia exata.

Algunsestudiosos sugeriram que Jerusalém, a capital do reino, não emergiu como umcentro administrativo significativo até o final do século VIII a.C. Antesdisso, as evidências arqueológicas sugerem que sua população era pequena demaispara sustentar um reino viável.

Amistura de arquitetura e habitação contínua ao longo de mais de 4.000 anoslevou Jerusalém a ser uma amalgamação de construções de diferentes períodos, éuma cidade que viu muitas guerras, destruições e reconstruções,transformando-se em áreas urbanas complexas construídas sobre as ruínas do queveio antes.

Oscientistas realizaram mais de 100 medições de radiocarbono em materialorgânico, principalmente sementes carbonizadas. Superaram o platô de Hallstatt(dificuldade de medida do C14) com a ajuda de 100 anéis de árvores(dendrocronologia). E ajudou a datação, a existência de dois eventos históricosbem determinados, a destruição de Jerusalém pelos babilônios em 586 a.C. e oterremoto do século VIII a.C..

Amaior realização do estudo foi seu sucesso em criar uma cronologia absoluta, comdetalhes e fidelidade sem precedentes, para uma cidade continuamente habitada.Em particular, os pesquisadores conseguiram fornecer evidências concretas dapresença generalizada de habitação humana em Jerusalém já no século XII a.C.Uma expansão para o oeste da cidade foi precisamente datada do século IX a.C.,determinando o momento da construção de um grande edifício antigo.

Estabeleceras datas de uma grande mudança no planejamento urbano permitiu atribuí-la a umterremoto devastador e ao desenvolvimento subsequente até 586 a.C.Notavelmente, enquanto pesquisas anteriores haviam creditado a reurbanizaçãopós-terremoto ao Rei Ezequias, a datação por radiocarbono e a cronologiamostram que provavelmente ocorreu durante o reinado do Rei Uzias.

Jerusalémé uma cidade viva, não é como um sítio arqueológico como uma sequência decamadas, é uma cidade constantemente reconstruída, com evidências arqueológicasdispersas. Apesar desses desafios, os cientistas conseguiram montar suacronologia absoluta durante a Idade do Ferro.

MarioEugenio Saturno (fb.com/Mario.Eugenio.Saturno) é Tecnologista Sênior doInstituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano

 





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